Passos para registro de domínios.

Escolher o nome pelo qual o site será localizado.

Existem várias terminações (domínios de primeiro nível) que podem ser escolhidos. Os mais comuns são o .com, .br, .net, .info, .org. Claro que pesquisando a fundo será possível descobrir várias outras terminações como .uk, .it e etc…

Para cada terminação temos um órgão responsável pela catalogação, registro e liberação de domínios de segundo ou de terceiro nível. No brasil existe o CGI.Br(Comitê Gestor de Internet – Brasil) que cuida de todos os domínios com terminação .br. É possível acessar dados precisos para os registros brasileiros no site http://www.registro.br/. As regras para cada domínio de terceiro nível liberado pelo CGI está bem documentado no site.

Para registros americanos (aqueles terminados em .com – sem a determinação de país de origem) existe a INTERNIC ( http://www.internic.net/ ) que regula e disponibiliza as formas de registro de domínios. Temos o ICANN que controla a coisa toda.

O primeiro passo é sempre verificar junto a esses órgãos a disponibilidade do domínio pois não tem como termos dois sites com um único endereço. Portanto, caso alguém já tenha registrado o domínio pretendido, será preciso escolher outro ou negociar diretamente com a pessoa detentora desse domínio.

O período mínimo de licença é 1 ano. Após o qual se faz necessário a renovação do registro com pagamento de nova anuidade. Os valores variam dependendo do órgão gestor que tem o poder de estabelecer seus custos aleatoriamente.

De forma prática o procedimento é escolher o domínio, registrá-lo no órgão gestor e hospedá-lo em um computador servidor de web.  Porém existem detalhes que devem ser seguidos para o sucesso nesse processo.

No Brasil os registros .com.br exigem que o interessado tenha contratado uma conta de hospedagem para que seja apresentado o DNS do computador hospedeiro que já deve está configurado com o nome correto do domínio pretendido.

Quando da contratação do hospedeiro, este fornece algumas informações de como utilizar os serviços de hospedagem e dentre essas informações devem constar o nome de usuário, a senha de acesso, o FTP (File Transfer Protocol) do servidor dando acesso aos arquivos do site e o DNS que identifica o servidor. FTP, Usuário e Senha servem para acesso ao servidor, o DNS serve para indicar no registro em qual computador estão instalados os arquivos do site. De posse desse DNS e do CNPJ da empresa ou do CPF do interessado será possível fazer o registro no CGI.

Após a contratação do serviço de hospedagem, é enviado ao cliente uma senha para acesso ao painel de controle. Nele pode-se criar o espaço para o domínio e seus serviços (E-Mail, FTP, ASP, PHP …) bem como instalar os serviços do servidor para estatísticas de visitação e tráfego. Nesse momento de alocação de espaço para o domínio, o servidor informa os dados de DNS que serão usados no registro.br.

Ao entrar no registro do CGI é necessário se cadastrar para se obter Usuário e senha do registro. Como usuário cadastrado é possível adentrar a parte de registro de domínio. Define-se então o nome (domínio) do site, o DNS onde estão as páginas do site e os outros dados pertinentes ao registro. Após o registro, o site do CGI envia para o e-mail do usuário cadastrado os dados do boleto bancário para pagamento da taxa de registro do CGI que no momento é de R$ 30,00 para um ano de registro. Em pouco tempo recebe-se outro e-mail informando da pesquisa de CNPJ/CPF na Receita Federal e caso não se tenha nenhum outro o problema, o DNS é propagado, constando como registrado.

O CGI faz a renovação de propagação de DNS diversas vezes ao dia em horários preestabelecidos e espaçados ao longo do dia, portanto o pagamento e identificação do mesmo não é situação final para que se tenha acesso ao site, mas a brevidade é bem coerente e chega em certos casos a 15 minutos.

Alguns hospedeiros disponibilizam acesso ao espaço contratado de hospedagem antes mesmo que essa propagação se torne efetiva. É um bom recurso pois assim que a propagação ocorre, existe a possibilidade do site já está publicado para que as pessoas em qualquer lugar do mundo com acesso a internet já possam visualizar o site em sua plenitude. Caso o hospedeiro não tenha essa disponibilidade de acesso, tão logo o DNS tenha sido propagado, o acesso via FTP estará permitido para que se faça a publicação dos arquivos do site através de qualquer programa cliente de FTP.

Ao se registrar um domínio, tem-se também a possibilidade do registro de contas de e-mail no servidor de hospedagem. O hospedeiro disponibiliza um painel de controle para tal em um programa acessado pela internet no próprio servidor que dê esse poder ao contratante do serviço. Caso não seja disponibilizado tal painel, então faz-se necessário solicitar ao hospedeiro a criação de tais contas de e-mail para as quais o hospedeiro deve fornecer senhas de acesso individuais às contas.

Para registros de domínio não brasileiros (sem o final .br) não se faz necessário a apresentação de documentos como o CNPJ. Basta acessar alguma página de algum órgão gestor e fazer o mesmo processo de registro. O inconveniente desse processo é que o pagamento só será possível através de cartão de crédito internacional. Para evitar esse inconveniente, algumas empresas criam sites na internet para servirem de interlocutores entre o órgão gestor e o proprietário do site. Essas empresas administram o registro internacional e emitem o boleto bancário em reais para que seja pago em banco nacional. O custo chega a ser 50% maior que um registro nacional mas para usuários pouco experientes no processo torna-se mais fácil fazer uso desse recurso que ficar tentando registrar algo no exterior e sofrer inclusive com a barreira da língua.